quarta-feira, 27 de julho de 2016

Impressora 3D para construção

Parece distante imaginar uma casa construída por US$ 1 mil, menos de R$ 3,5 mil, no entanto, não para o Sofoklis Giannakopoulos, pesquisador do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) diz que é possível.
Ele projetou a Pylos , uma impressora 3D  que usa terra para construir as casas populares: um material natural, abundante, biodegradável, barato e reciclável.
Além dos benefícios econômicos e ambientais da terra, o material também oferece inúmeros benefícios de construção, incluindo “isolamento natural, proteção contra incêndio, impermeabilização, boa circulação de ar, baixo custo, 100% da estrutura é reciclável, rigidez, regula o clima e proporciona um ambiente interior saudável".

Em testes preliminares, utilizou-se terra (96%) que foi misturada com os aditivos e outros elementos (4%), resultando num material que é três vezes mais resistente à tração em comparação com argila dura industrial.
Utilizar robôs de impressão 3D para construir casas feitas de terra tem muitas vantagens, como diminuir enormemente o tempo de construção, economizar na mão de obra, racionalizar a matéria prima, eliminar o desperdício na construção e o custo final fica super barato.
É o método ideal para construir casas populares que custem US $  1.000 para serem fabricadas.
Sofoklis já imprimiu várias estruturas de até dois metros de altura e tem todos os componentes certos para imprimir uma casa.
Pylos está à procura de parceiros comerciais para testar a teoria no mundo real e potencialmente mudar a indústria da construção civil.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014



Casa-contêiner.

Já faz um tempo que venho esperando encontrar uma oportunidade dessa... executar uma habitação em um contêiner, sim executar, pois projetos e ideias tive vários. Semana passada vi esta matéria em site, enquanto dava uma "gugolzada" em imagens e, resolvi compartilhar com os interessados que visitam meu blog.

Fonte:
http://ciclovivo.com.br/noticia/paranaense-projeta-sua-propria-casa-conteiner-e-ideia-vira-negocio
Acessado em 05 de setembro de 2014
Fotos: do acervo pessoal da Eloisa Moretti 


Ter uma casa-contêiner ainda é algo que soa estranho para muitos brasileiros. Mas, não para a paranaense Eloisa Cristina Leoni Moretti. Inspirada em um modelo de construção que já é comum no exterior, ela e o marido decidiram inovar quando foram construir uma casa para passar as férias. 

 
A ideia de usar o contêiner como matéria-prima surgiu a partir da necessidade. O terreno que abrigaria a residência estava em uma área afastada, o que elevaria muito os gastos, os problemas com a compra e transporte de material e também com a mão-de-obra. Assim sendo, a solução foi planejar uma casa móvel, que fosse construída em um local e apenas transportada para a sua destinação final. 

A princípio encontramos bastante resistência”, explica Eloisa, em relação ao apoio de especialistas na área de construção civil. Segundo ela, as pessoas enxergavam o projeto com desconfiança. “Eu tive que convencer um engenheiro amigo nosso”, comenta. 



O resultado comprova que valeu a pena arriscar. Em apenas 45 dias, o contêiner, que antes fora descartado, se transformou em uma casa totalmente pronta e, inclusive, mobiliada. A moradia conta com dois quartos, banheiro, cozinha, sala e oferece as mesmas funcionalidades de uma residência tradicional. 


O melhor de tudo foi a praticidade que o projeto permitiu aos seus criadores. Se manter um canteiro de obras em uma região afastada era um problema, com a ideia da casa móvel a única preocupação foi com o transporte da residência finalizada até o seu destino final. O que significa quase nada, se comparado ao processo de uma construção tradicional. 


Segundo Eloisa, a casa rodou 250 quilômetros em um caminhão guincho até chegar ao terreno da família. Esse percurso foi feito com a casa exatamente pronta para morar, com todos os sistemas, louças e mobílias instalados. “Se você tiver uma casa contêiner, você simplesmente muda. Você pode leva-la para onde quiser”, informa a paranaense, que acrescenta os ganhos financeiros do processo. Segundo ela, um benefício importante é a possibilidade de vender o terreno sem perder um centavo deixando a construção para trás. 

O projeto é totalmente sustentável. A substituição da estrutura tradicional pelo contêiner representa uma redução enorme na quantidade de materiais usados na e, consequentemente, dos resíduos gerados. Mesmo tendo instalado paredes de drywall, pisos e azulejos por toda a extensão interna da residência, Eloisa garante que o resíduo final não chegou a um balde de 50 litros.

Outras soluções também foram aplicadas para minimizar o impacto ambiental do projeto. A pintura externa, por exemplo, é feita com tinta refletiva, que reduz em até 15ºC a temperatura interna. Além disso, o projeto conta com ventilação cruzada. Dessa forma, mesmo que a residência possa receber a instalação de sistemas de ar-condicionado, ele se torna praticamente desnecessário. A estrutura ainda conta com iluminação de LED, que torna o uso da eletricidade mais eficiente, e toda a tubulação foi feita para suportar água quente, assim é possível instalar sistemas de aquecimento solar, se necessário. 


A casa-contêiner possui pouco mais de 30 metros quadrados, área semelhante à de um apartamento de um dormitório. Isso não significa que ela seja apertada. A divisão dos ambientes é feita de maneira a deixar os moradores confortáveis e a altura do contêiner também é favorável a isso. A paranaense explica que eles optaram por um contentor mais alto, assim o pé direito da residência é de 2,90 metros de altura.

sexta-feira, 19 de julho de 2013


Porcentual de gastos materiais por etapa de obra

 
De acordo com o tipo de projeto arquitetônico, como o estrutural, o de acabamentos e até mesmo em função da declividade do terreno, os valores dos materiais empregados em uma obra podem sofrer considerável variação.

 
Estas variações porcentuais são influenciadas por diferentes condições, que podem ser projetuais, algum material utilizado na obra, mas de uma maneira geral pode-se ter uma ideia do valor estimado de materiais em cada fase, proporcionando a criação de um plano de controle de gastos a partir da tabela a seguir:

Gastos materiais na Obra
Fases
%
1. Projetos e aprovações
5
2. Serviços preliminares
2
3. Fundações
7
4. Estrutura
22
5. Alvenaria
6
6. Cobertura
4
7. Instalação hidráulica
9
8. Instalação elétrica
7
9. Impermeabilização/isolamento térmico
2
10. Esquadrias
8
11. Revestimento/acabamentos
19
12. Vidros
3
13. Pintura
5
14. Serviços completares
1

 

segunda-feira, 10 de junho de 2013


Espaço gourmet ...
     ...com churrasqueira.

 
A ideia já faz parte dos novos empreendimentos nas sacadas dos apartamentos, mas para quem quer receber amigos em casa também é possível fazer um espaço gourmet, com churrasqueira e tudo.
Se o seu apartamento tem uma churrasqueira instalada, você pode transforma-la em um espaço gourmet, construindo um balcão e mesa, adaptando ao desejo e deixando muito legal a distribuição.
Veja este caso: http://miriandecor.blogspot.com.br/2010/03/churrasqueiras-simples-e-sofisticadas.html



Churrasqueiras simples e sofisticadas.
A área da churrasqueira embora informal pode ser uma extensão do ambiente interno da casa, geralmente sem paredes fechadas mas coberta para abrigar da  chuva ou do sol, deixando o espaço livre para o entretenimento e, de uma forma prática fazer refeições... Bancada bem iluminada, em dois níveis, acomoda um tampo externo para refeição.
 

Da mesma forma, mas com mais espaço, bancadas com diferentes alturas. A parede da pia pode ser aproveitada para colocar um pequeno armário, uma prateleira madeira maciça...
 
 

Nesta proposta, a seguir,  o espaço ficou bem organizado e funcional, tudo está à mão.

 



Desde um churrasco à uma boa pizza, sem nenhum segredo, a surpresa fica por conta da mesa com rodízios, que pode ser transformada em várias composições.



 

Não resisti à elegância deste espaço... parece até uma extensão da sala de estar. É claro que a área é generosa, mas o ambiente ficou muito bom. Estruturalmente simples e com detalhes decorativos que não deixam uma aparência de desordem.

 


 
 
 
 

 






segunda-feira, 13 de maio de 2013


Churrasqueira, como montar.
 


 

Sonho de consumo de muita gente, uma churrasqueira fácil de fazer seja em uma fazenda, seja num sitiozinho para passar o final de semana ou em mesmo. Embora existam projetos simples, é bom contar com um planejamento correto antes de iniciar a obra de alvenaria. O local onde a churrasqueira será instalada precisa ser confortável para os usuários. O piso deve ser suficientemente compacto para suportar o peso de todo material, pois cada tijolo pesa, em média, um quilo e meio.

O modelo de churrasqueira mais simples existente no mercado é o de viga reta, que pode ser de granito ou de concreto armado. É importante deixar um espaço adequado para colocar kits de espetos giratórios. A coifa e a chaminé devem ser bem projetadas para evitar o retorno da fumaça.


 

Uma dica adicional é passar impermeabilizante em toda a churrasqueira, depois de pronta, para que tenha maior vida útil.

Siga as instruções e, tenha um local apropriado para fazer churrascos em casa, no sítio ou na fazenda...


Cerca de 650 tijolos com 10 centímetros de largura
1 placa de granito de 80 x 10 cm. A espessura pode variar 
1 viga de granito ou de concreto de 23 x 5,5 cm 
1 placa quadrada de granito ou de concreto para cobrir a chaminé
Placas refratárias de 20 x 20 cm
Massa refratária
Areia grossa
Cimento
Impermeabilizante.
 
 
 


 

 

1.    A churrasqueira deve ser montada sobre uma base retangular de tijolos, com 93 centímetros de comprimento e 70 centímetros de largura. Entijole até a altura de 73 centímetros. Preencha o interior com areia grossa e cimento.
2.    Vá entijolando até a altura de 90 centímetros. Faça uma carreira interna no fundo e à direita, e uma carreira dupla interna no lado esquerdo, deixando uma saliência necessária para abrigar o motor de um kit de espetos giratórios. Coloque na parte frontal a placa de granito.
3.    Entijole o fundo e os lados da churrasqueira até 60 centímetros de altura.
4.    Coloque em cima da parte frontal a viga de granito, deixando cinco centímetros para fora da base.
5.    Coloque uma carreira de tijolos por cima da viga e no resto do perímetro superior da churrasqueira. Assente as placas refratárias no buraco formado no centro. Não esqueça de deixar os apoios laterais para apoiar os espetos ou os quadros de um kit giratório.
6.    Faça na parede dois riscos verticais de 70 a 75 centímetros de altura nos dois lados da churrasqueira. Faça um risco na horizontal, na mesma altura. 1 2 3 4 5 6 Procure o centro da base de alvenaria e faça um outro risco na vertical. Observe se a medida é de 30 ou 35 centímetros. Coloque mais 10 centímetros para cada lado e faça um pequeno risco. Desenhe uma linha até a base para descobrir o ângulo da coifa e comece a entijolar seguindo a fôrma deixada na parede, como se fosse uma pirâmide.
7.    Terminada a coifa, continue subindo a chaminé até a altura desejada. Em cada canto dela, faça uma pequena pilha de tijolos, que servirão de suporte para a placa quadrada de granito. Verifique o tamanho do espaço aberto da chaminé antes de adquirir a placa de granito. Faça uma limpeza geral na churrasqueira e aplique o impermeabilizante.
 
 

 
 

segunda-feira, 8 de abril de 2013


Um modernista desconhecido ...  
         ... o primeiro moderno "A-frame"

O arquiteto Gerald Rupp (1922-2010), também chamado de Gerry Rupp, formado em arquitetura, planejamento urbano, antropologia cultural,  com especialização em projetos de casas de madeira, em  1949, construiu esta casa A-frame em Morro Bay, Califórnia.  Foi a  primeira casa modernista construida de madeira, apesar de um arquiteto de nome Andrew Geller frequentemente recebe crédito por ter sido o primeiro a re-introduzir o estilo de A-Frame,  como sua casa construída em Long Island, NY, em 1955, qual foi publicada no New York Times em 1957.

 
 

Gerald (Gerry) também construiu outras casas em Morro Bay em lotes afastados, no início de 1950.

 
 
 
 

 
 
 
 


 

segunda-feira, 11 de março de 2013


Wood Frame

O termo wood frame refere-se a uma técnica de construção de edifícios em madeira. Com a colonização da América, os povos do norte da Europa levaram consigo os seus conhecimentos de marcenaria e carpintaria tendo à sua disposição abundantes recursos florestais. Cidades inteiras eram construídas com estruturas de madeira, usando elementos de grande secção. No final do Século XVIII, a Revolução Industrial trouxe novos meios de produção massificada resultando na proliferação de serrações que forneciam perfis de madeira em formatos padronizados.


  Começando nos EUA por volta de 1915 a maioria das casas eram construídas no sistema de construção de estrutura de madeira, que consistia de vigas de parede de madeira e vigas de piso de madeira. A estrutura de madeira também era usada para enquadrar o telhado enquanto a outra apoiava, se necessário.

Em vários países, os elementos estruturais em madeira ficavam expostos no exterior, passando a ser um traço característico da sua arquitetura. No final da Idade Média, o sistema era usado na Alemanha e conhecido por “fachwerk”. No mesmo período, na Inglaterra, este tipo de arquitetura é agora designado por estilo “Tudor”. Foi usado na verdade por toda a Europa, especialmente nos países escandinavos, onde o suprimento de madeira era abundante. Já na Península Ibérica, apesar dos avançados conhecimentos em se trabalhar a madeira, aplicados à construção de navios, as habitações eram normalmente construídas de barro ou pedra devido à escassez da madeira.

 
Até mesmo casas com exteriores de tijolo ou pedra eram primeiro emolduradas com madeira antes da aplicação dos materiais externos. O coração do sistema é o enquadramento da parede com madeira. Estas paredes suportavam o telhado e dividiam o espaço interior em salas funcionais, como a cozinha, banheiros, quartos, etc...

 
Métodos de trabalho

Visto que a madeira é pregada, a velocidade de construção é comparativamente menor do que aparafusar peças. Além disso, as paredes com perfis de madeira, são construídas no solo e posteriormente erguidas num único movimento. As paredes com perfis em aço exigem ser aparafusadas num dos lados, depois viradas para o aparafusamento no lado oposto e, só depois, erguidas para o seu lugar definitivo. Apesar de ser apenas o acumular de poucos segundos em cada passo, no conjunto final o processo construtivo do wood frame é rápido e, como é natural, tempo é dinheiro.


Vantagens

O sistema wood frame possui um ótimo desempenho quanto ao isolamento térmico. O processo utiliza materiais que dificultam a dissipação de calor, a esse respeito, a madeira é um mau condutor térmico, ao contrário de outros materiais normalmente usados em construções, por isso a madeira tem uma melhor eficiência térmica.




Características

Wood frame é especialmente utilizado na construção de moradias unifamiliares ou pequenos blocos de apartamentos. No entanto, nos últimos anos têm havido consideráveis avanços na tecnologia relacionada à engenharia e com os métodos construtivos com o objetivo de construir edifícios mais altos, com seis ou mais andares.

Existem dois esquemas básicos: casa de enquadramento balão e plataforma de enquadramento. Isso quer dizer: Construções de enquadramento balão, são aquelas em que os painéis que formam as paredes externas percorrem toda altura até o telhado. Por outro lado, construções com plataforma de enquadramento, em vez de definir treliças do telhado nas paredes externas, mas a partir das vigas de piso do segundo pavimento é que definem as paredes exteriores a serem construídas.

 
 


três partes para a elaboração de uma parede, que são:  as placas superiores e inferiores, a placa superior é geralmente contínua, enquanto a placa inferior é descontínua em portas e aberturas. Quando isso ocorre, um cabeçalho horizontal preenche a lacuna e pequenas seções de placas que são inseridas entre o cabeçalho e a placa superior.

As paredes exteriores são as primeiras a serem construídas, por um lado, elas são o suportes para as treliças do telhado e, em alguns casos, o apoio das vigas de piso segundo andar. Além disso, essas paredes são geralmente os únicos apoios a suportar os esforços do clima, como tempestades ou furacões.


Uma vez que as paredes exteriores estão edificadas, começa-se o trabalho nas paredes interiores. Elas são construídas de maneira que as vigas do andar superior fiquem de perpendiculares a elas, pois irão suportar as cargas do pavimento superior ou de tudo acima delas.